06 dezembro, 2009

Sonhar, acreditar, agir



William Kamkwamba, do Malawi, é um inventor nato. Com 14 anos, construiu um moinho de vento a partir de sucata, com base em esquemas rudimentares que descobriu num livro da biblioteca local intitulado Using Energy, alterando-os para que satisfizessem os objectivos a que se propunha. A sua máquina ainda hoje alimenta quarto lâmpadas e dois rádios, na casa dos pais.
Após ler sobre William no blogue
Hactivate (que, por sua vez, tinha tomado conhecimento da história através de um jornal local do Malawi), o director de conferências da TEDGlobal, Emeka Okafor, passou várias semanas a tentar contactar o inventor, e convidou-o para as conferências TED Talks (na íntegra, aqui). William partilhou o seu sonho de construir um moinho de vento ainda maior, que pudesse providenciar água a toda a aldeia, e manifestou o desejo de regressar à escola.
Após a sua intervenção, uma enorme onda de solidariedade foi gerada, em seu torno e do seu trabalho. Membros da comunidade TED uniram-se para o ajudar a melhorar o sistema de abastecimento eléctrico (incorporando energia solar), e promoveram o seu regresso à escola, com o apoio de tutores. Subsequentemente, outros projectos foram desenvolvidos na aldeia: abastecimento de água potável através de energia solar, prevenção da malária, fornecimento de energia eléctrica para mais seis casas e um sistema de irrigação gota-a-gota. William voltou à escola e frequenta, actualmente, a African Leadership Academy, na África do Sul.
A sua história foi publicada em livro (
The Boy Who Harnessed the Wind: Creating Currents of Electricity and Hope) e um pequeno documentário, intitulado Moving Windmills, venceu vários galardões, no ano passado. Mais detalhes podem ser encontrados em MovingWindmills.org.”
Espera-se a tradução do título. Ansiosamente.
Tradução de TED: Ideas Worth Spreading (
aqui)

Retirado do blogue Bio Terra

22 outubro, 2009

o convite (reeditado)


Não me importa o que fazes para sobreviver. Quero saber qual a tua dor e se tens coragem de encontrar o que o teu coração anseia.

Não me importa saber a tua idade. Quero saber se arriscarias parecer um louco por amor, pelos teus sonhos, pela aventura de estar vivo.

Não me importa saber que planetas estão quadrando a tua lua. Quero saber se tocaste o âmago da tua tristeza, se aprendeste com as traições da vida, ou se te omitiste por medo de sofrer.
Quero saber se consegues sentar-se com dores, minhas ou tuas, sem te mexeres para escondê-las, diluí-las ou fixá-las.

Quero saber se podes conviver com a alegria, minha ou tua, se és capaz de dançar com selvajaria e deixar o êxtase preencher-te até o limite, sem lembrares as tuas limitações de ser humano.
Não me importa se a história que me contas é verdadeira.
Quero saber se és capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro contigo próprio, se podes suportar a acusação da traição e não trair a tua própria alma.
Quero saber se podes ser fiel e consequentemente fidedigno.

Quero saber se consegues reconhecer a beleza mesmo que não sejam bonitos todos os dias, e se podes perceber a presença de Deus na tua vida.
Quero saber se podes viver com as falhas, tuas e minhas, e ainda estar de pé na beira do lago, e gritar para o prateado da lua cheia. "Sim"!

Não me importa saber onde moras ou quanto dinheiro tens.Quero saber se consegues levantar-te depois de uma noite de pesar e desespero, exausto, e fazer o que tem de ser feito para as crianças.

Não me importa saber quem és, ou como vieste aqui parar. Quero saber se estarás ao meu lado no centro do fogo sem recuar.

Não me importa saber onde, o quê, ou com quem estudaste. Quero saber o que sustenta o teu interior, quando tudo o resto desaba.

Quero saber se consegues estar só contigo próprio, e se verdadeiramente gostas da companhia que carregas nos teus momentos vazios.

Oriah Mountain Dreamer (Um ancião nativo americano)

12 outubro, 2009

10 lições para uma nova economia


Transacção perfeita: Ternura, só porque sim!

As lições não são minhas mas de um académico português, autor do conceito "Dharma Marketing". Chama-se Paulo Vieira de Castro e é Director do Centro de Estudos Aplicados em Marketing, no Instituto Superior de Administração e Gestão - Porto.
A visão dele para uma nova economia é mais do que uma sequência de propostas. Representa uma mudança de paradigma e uma viragem que precisamos defender e cuidar através das nossas próprias escolhas.

Como os cépticos nunca mudaram nada, aos que sonham e acreditam, como o Paulo, a minha enorme admiração.

Conheça as 10 Lições para Uma Nova Economia aqui

10 outubro, 2009

Ganância

Não costumo escrever assim. Hoje, no entanto, é urgente. Diz-se que a ganância é uma forma desenfreada de egoísmo, que é avareza, que é açambarcamento voraz, que é coisa de gente que não olha a meios, que não contempla o prejuízo ou destruição do outro. É tão medonho o sentido e significado da ganância que não existe no mundo um único homem capaz de dizer de si próprio: “sou ganancioso”. Porém, nunca a ganância esteve tão na moda. Nunca a ganância foi tão sublimada. Eufemismos como “desenvolvimento” e “progresso” tomaram o lugar da ganância e revestiram-na de contornos benéficos, senão mesmo essenciais ao bom andamento do mundo.
Na senda do lucro, do pequeno ou grande lucro, o que importa é ser um vencedor, o que importa é “criar riqueza”, sendo que riqueza é tão só dinheiro (ou outro valor inscrito no cógido de valores reconhecido e validado pela maioria) ganho e consumido repetidamente para fazer mais dinheiro-valor. Mas nada disso é grave, porque se trata de investir e o investimento também está na moda. Investe-se naquilo que representa uma vantagem. Tanto melhor é o investimento quanto maior for a vantagem. E quem é esperto, sabe investir. Ser esperto, ser competitivo é uma qualidade essencial. Ser ético, ser justo, ser honesto, ser generoso é ser parvo. Ser correcto faria estagnar a economia. Ninguém perderia, mas também ninguém poderia lucrar. O estabelecimento do valor justo e equitativo nunca será possível numa sociedade orientada para o lucro.
Basta olhar para o estado miserável em que está o nosso planeta para perceber que a ganância concorre sem paralelo com a mais perigosa bactéria ou vírus que ameaça as nossas vidas, a nossa sanidade, a nossa saúde, a nossa dignidade. Neste planeta, sejamos honestos, ninguém morre de fome por falta de alimento. Também não é verdade que todos os dias morram milhares de crianças vítimas de diarreia, nem é exacto considerar que o desaire de uma sociedade é o desemprego ou o subdesenvolvimento. A Terra definha, as pessoas definham vítimas de ganância.
Ensinaram-me na escola que o sentido do progresso era a melhoria das condições e qualidade de vida das pessoas. Que a tecnologia e a ciência nos proporcionariam uma vida melhor, que a produção em massa resolveria os problemas da escassez. E tudo isso poderia ser verdade. Tudo isso é quase verdade. Há alimento quanto baste, há maquinaria quanto baste, há energia quanto baste. Há, sabemos todos, conhecimento e capacidade quanto baste para que nenhuma criança, hoje, morra de diarreia. Há soluções quanto baste para que não se abatam florestas. Há riqueza quanto baste para que não se escravizem homens e mulheres. Há condições quanto baste para nenhum de nós tenha de deixar de ter tempo ou paciência para brincar com os nossos filhos ou cuidar dos nossos velhos. Há. Haveria, se não fossemos parte deste tecido infectado pela ganância que nos corrompe e aniquila a vontade, que nos turva a visão, que nos faz reféns de uma dívida que é de todos e não é de ninguém. Alguém investiu em nós. Alguém espera de nós um retorno qualquer em forma de lucro. E todos temos de dar lucro. Quem não dá lucro é um fracasso. Quem não dá lucro é descartável, quem não dá lucro não tem valor, porque simplesmente não dá nada a ganhar. A ganância caiu-nos no goto. É um lugar-comum. Ser agente e vítima de ganância está tão incorporado na mecânica desta sociedade doente que se tornou absurdo considerar que deveria ser diferente, como se esta falta de ética, de justeza, de rectidão tivesse caído sobre nós, vinda de um qualquer outro planeta. Pior: como se não tivéssemos escolha. Fazer a diferença é fazer diferente, é ser diferente. Pode não ser o caminho da multidão, mas é o caminho.

Edite Espadinha

09 outubro, 2009

anoiteci



De um momento para o outro, a noite aconteceu-me. Sentia-a debaixo da língua como uma palavra pressentida, indefinida. Esperava por ela, como quem espera pelo vento e pela chuva no Outono.
Anoiteci junto da árvore onde guardo o meu coração. Permaneço ligeiramente inerte até me acomodar na escuridão. É impossível escapar-lhe. Não convém escapar-lhe. Quem escapa à noite, escapa ao dia.

28 setembro, 2009

coração ouvinte



"Segue o teu coração durante o tempo da tua vida,
não faças mais do que te é pedido,
não encurtes o tempo de seguir o coração (...)"
in Instrução de Ptah-hotep, Máxima 11

08 junho, 2009

Home










"We are living in exceptional times. Scientists tell us that we have 10 years to change the way we live, avert the depletion of natural resources and the catastrophic evolution of the Earth's climate.
The stakes are high for us and our children. Everyone should take part in the effort, and HOME has been conceived to take a message of mobilization out to every human being.
For this purpose, HOME needs to be free. A patron, the PPR Group, made this possible. EuropaCorp, the distributor, also pledged not to make any profit because Home is a non-profit film.HOME has been made for you : share it! And act for the planet."
Yann Arthus-Bertrand

Para ver e rever a nossa Casa aqui

04 junho, 2009

montinho de terra



Quando era pequenina
Sentia, com toda a certeza, que haveria de sobreviver
a todas as catástrofes.
Era uma certeza que vinha do fundo da vida, como um eco,
Porque aconteceu-me morrer antes do meu tempo.
Mas desta vez estava decidido:
Eu haveria de sobreviver.
E isso faria de mim uma grande montanha.

Hoje sou um montinho de terra.
Onde gostaria de ver crescer uma árvore
Daquelas que seguram os ninhos dos pássaros,
dão flores e frutos e dormem durante o Inverno.

19 outubro, 2008

Até sempre



Obrigada

08 outubro, 2008

Eu outono



tu outonas

ela outona

nós outonamos

vós outonais

elas outonam... outra vez.

É tempo de recolhimento.

02 setembro, 2008

das férias...








Imagens do Boom Festival 2008

"As verdades polifónicas exaltam, como me poderão compreender aqueles que, como eu, asfixiam no pensamento fechado, na ciência fechada, nas verdades limitadas, amputadas, arrogantes. É saudável uma pessoa arrancar-se para sempre à palavra mestra que explica tudo, à litania que pretende resolver tudo. Por fim, é saudável considerar o mundo, a vida, o homem, o conhecimento, a acção, como sistemas abertos. A abertura, a brecha sobre o insondável e o nada, ferida original do nosso espírito e da nossa vida, também é a boca sequiosa e esfomeada pela qual o nosso espírito e a nossa vida desejam, respiram, comem, beijam".
Edgar Morin, O Paradigma Perdido: A Natureza Humana

31 julho, 2008

És o que lês



Recebi um e-mail de protesto contra Guillermo Habacuc Vargas, o polémico artista da Bienal Centroamericana de Arte 2007, autor da Exposición N° 1, em que, alegadamente, o artista terá mantido preso e sem alimentação um cão vadio apanhado nas ruas de Manágua, capital da Nicarágua. Na altura, chegou a dizer-se que o animal teria morrido à fome.

Alguns minutos depois de encaminhar a mensagem, na qual se pedia para assinar uma petição de protesto contra a participação do artista na Bienal Centroamericana Hondura 2008, nas Honduras, recebi uma resposta.

Dizia: "Lê isto".

18 julho, 2008

Biologia do Amor



Aprendemos que nos distinguimos de outras espécies animais pelo uso da linguagem, pelo atributo da razão, pela condição imaginal de projecção e transcendência, pelo trabalho, pela acumulação e transferência de cultura, pela elaboração de regras sociais, pela construção da história, pela produção do conhecimento. Mas certamente escutamos muito pouco ou nada a respeito da dimensão onírica da condição humana. É possível que nunca nos tenham dito com todas as palavras, nem na escola, nem na nossa família, nem na universidade, que a espécie humana é a única que sonha acordada. Que, durante a vigília se projecta pelo sonho, cria fantasmas que nos consome, personas que ao mesmo tempo, nos escondem e nos desvelam. Desde criança aprendemos que a vida em sociedade é marcada pela regra e que a regra é gestada pela razão. Que a razão é um mecanismo ou uma qualidade do pensamento capaz de domesticar e impor limites às emoções humanas que seriam responsáveis pelo desregramento, pela desordem e pela selvageria social. Certamente o aprendizado dessas verdades foi matizado e não homogéneo. Os artistas, os poetas, e mesmo na ciência, os pensadores não enclausurados nos paradigmas da repetição e da ordem, experimentaram outras verdades. (...)

Humberto Maturana: a biologia do amor
Há em cada um de nós uma biologia do amor que pede para ser accionada, que deseja uma condição favorável para emergir e expressar-se. Render-se ou não render-se à biologia do amor, pode ser um desafio importante para a condição humana. (...) “Existem duas emoções pré-verbais” diz Maturana: “a rejeição e o amor”. A rejeição opera uma cognição pautada pela separação, pela negação e pela exclusão do outro em relação ao observador. Quanto ao amor, este “constitui o espaço de condutas que aceitam o outro, como um legítimo outro na convivência” (1998). Rejeição e amor não são entretanto opostos entre si, porque a ausência de um não leva ao outro, sendo mais apropriado dizer que ambos têm como oposição, a indiferença. Para Maturana é no plano das consequências do agenciamento do amor ou da rejeição, que se configuram caminhos cognitivos divergentes. A rejeição nega a convivência; o amor a constitui. Quanto à indiferença, esta não agencia conhecimento, não provê valores, não posiciona o sujeito, não opera acção pelo linguajar, não é oposição nem adesão. É mais propriamente um estado de inércia, desprovido de aptidão e vontade para colocar-se frente a qualquer coisa. Um estado de apatia e torpor. A rejeição e o amor são, ao contrário, operantes, agenciamentos da cognição, estados cognitivos dinâmicos, em acção. O primeiro (rejeição) opera pela recusa prévia frente a um fenómeno, a um valor, a uma circunstância. Poderíamos chamar a isso de um estado cognitivo covarde, medroso, frágil. (...)

Para Maturana operar na emoção pela via do amor é constituir o propriamente humano na convivência. Isso porque o “amor não é um fenómeno biológico eventual nem especial, é um fenómeno biológico quotidiano” (op. cit.). Ele é tão básico que torna-se necessária uma verdadeira maquinação cultural para contê-lo. Por isso, a consciência da guerra e a incitação a ver no outro um inimigo a ser destruído, são frutos da internalização de uma visão de mundo que só se mantém pela vigilância e pela obediência. Se não houver vigilância para criar, cultivar e manter a ideia do inimigo, a biologia do amor emerge e desconstroi-se a imagem de inimigo. Fazendo alusão à Primeira Guerra Mundial, Maturana diz que era esse o problema das trincheiras. “Era preciso proibir o encontro dos inimigos fora da luta”, porque se os alemães, ingleses e franceses conversassem entre si nesses períodos, “acabava-se a guerra”. Daí a necessidade de manter uma dinâmica permanente de desclassificação do outro como uma forma de conter a compulsão natural para a aceitação, o convivial, o afectual. (...)
Maria da Conceição de Almeida, Biologia social das Emoções

Saber Amar
(...) Se o inferno são os outros, a felicidade também o é. Se não existe inferno sem os outros, também não há felicidade sem eles. Amar é algo que já se nasce sabendo. Em geral, os pais tentam educar as crianças para aperfeiçoá-las nesse saber. Procuram criar um ambiente onde elas tenham oportunidades de desenvolver aquilo para o qual nasceram, isto é, respeitar os outros e o mundo natural.
Mas sabemos que ao crescer elas se vêem obrigadas a enfrentar uma cultura que é o oposto de tudo isso. Têm de desaprender a amar, e disso se encarregam a racionalização, as ideologias e o conformismo, cuja estratégia é transformar o amor em um produto raro, difícil de obter e, por isso mesmo, muito valorizado no "mercado". (...)
Humberto Mariotti, Os Cinco Saberes do Pensamento Complexo



***

A essência do ser humano está no coração; isto é o que muitos pensadores como Michel Maffesoli, Daniel Goleman, Adela Cortina e eu mesmo afirmamos há anos. Reside na inteligência cordial e na razão sensível. Não se trata de abdicar da razão analítica e calculista, mas de completá-la e alargá-la para que nossa capacidade de compreender seja mais ampla e fecunda. Dando centralidade a estas outras formas de exercício da racionalidade, criamos espaço para que emerjam o cuidado, o amor, a compaixão e o respeito, valores sem os quais não salvaremos o sistema da vida ameaçado.
Leonardo Boff, Ensinamentos dos antigos maias para uma civilização em crise

20 junho, 2008

células



Hoje, ao almoço, falámos de células.
Para mim, são um paradigma de sabedoria...

Porque têm "intuição" e procuram o seu lugar e a sua função.
Ninguém sabe que energia as move ou as conduz até lá, mas é com certeza alguma coisa fantástica. Eu acho que é a energia que move a Vida: o Amor.

Um dia, a ciência vai encontrar uma explicação química ou física...
Mas nunca ninguém irá ver através de um microscópio o amor a circular. O amor vê-se com o coração, e por isso foi banido do discurso científico e da verdade defendida pelos racionais. O amor nunca poderá ser uma causa objectiva, nem tem de ser. Mas não deixa de ser uma causa.

Também por isso, alguns mistérios da vida continuarão a ser mistérios, porque nem toda a verdade pode ser aferida na bancada de um laboratório.

Ainda assim, olhamos para a célula com admiração. Afinal ela é a mais perfeita central geradora de energia.

Como tendemos a ser utilitários, tendo em vista o lucro, tentamos aprender com ela.
Mas não apreendemos o mais importante: o para quê?

Nenhuma célula produz energia para se tornar mais rica, rentável, dotada ou poderosa que as suas irmãs. Nenhuma célula faz o que faz para ganhar competividade "no mercado", ou porque busca a excelência.

A célula faz o que faz para se cumprir. É genuína no seu propósito, contribuindo naturalmente para o Todo.

Tudo o que é genuíno faz bem a si mesmo e aos outros, sendo exacto no cumprimento da sua natureza.

O mais curioso é que somos um pequeno universo celular e passeamos essa sabedoria no nosso corpo. A nossa alegada "mente" superior não tem de fazer rigorosamente nada para que essa inteligência celular aconteça, como aliás acontece em toda a Natureza - o que significa que existe uma inteligência superior em nós e em toda a Natureza que não é a Razão!

Observar e tocar essa inteligência é como provar a maçã da Árvore da Sabedoria e aceder ao Conhecimento (do Bem e do Mal).

Infelizmente, ainda não percebemos que essa capacidade, e essa liberdade é, de facto, a grande experiência e desafio do ser humano: a possibilidade de aprender a criar e escolher que sentido queremos dar à nossa obra, individual e colectiva.

Caso contrário, seríamos apenas e só animais e viveríamos (ainda) no Paraíso da não-consciência de nós próprios.

12 junho, 2008

exercício: diálogo democrático



Para ver e experimentar, porque eles são verdadeiros pedagogos da prática da democracia

» Segunda-feira, dia 16, às 21.30h no teatro A Barraca, em Lisboa
» Preço: 4 euros

16 maio, 2008

o que ando a ler



As Aventuras de Tachi, o Grilo Tibetano

Para miúdos e graúdos... os maravilhosos contos de Tsering Paltron

22 abril, 2008

milagre



Não me apetece falar de ecologia,
nem de ambiente e muito menos de desenvolvimento sustentado.

Apetece-me dizer que, daquilo que conhecemos,
daquilo que os nossos olhos alcançam
daquilo que a nossa experiência atesta,
esta Terra é um milagre.

É tão extraordinário que sejamos o único planeta com vida,
quanto é extraordinário que não estejamos sós neste universo imenso.

Seja como for, é um milagre esta Terra,
este chão e este céu que se desfaz em tantas cores e tantas coisas.
É um milagre esta Terra e nós nela, ainda.

26 março, 2008

A Árvore Generosa



Era uma vez uma árvore...
... que amava um menino.
E todos os dias o menino vinha,
juntava suas folhas
e com elas fazia coroas de rei; com elas brincava de rei da floresta.
Subia em seu grosso tronco,
balançava-se em seus galhos,
comia suas maçãs.
E brincavam de esconder.
Quando ficava cansado, o menino repousava à sua sombra fresquinha.
O menino amava a árvore...
profundamente.
E a árvore era feliz.
Mas o tempo passou.
O menino cresceu.
(...)

Shel Silverstein

agora em Português

20 março, 2008